RS Concursos
29/01/2026 16:26:03

O concurso da Polícia Penal de São Paulo conseguiu um feito raro: em um dos maiores estados do país, fechou inscrições com baixa adesão e ainda terminou suspenso pela Justiça. Tudo isso sem crise econômica, sem pandemia e sem queda salarial.
O “segredo do sucesso”? Um edital que resolveu excluir mulheres da disputa. Metade da população fora do jogo — e depois a surpresa com o número de inscritos. É quase como se o problema fosse… previsível.
Agora compare com a Polícia Penal de Minas Gerais (PPMG). Sem excluir mulheres, sem “criatividade” normativa e sem desafiar a Constituição, o resultado foi o óbvio: dezenas de milhares de inscritos.
O edital mineiro seguiu o básico: acesso amplo, regras claras e respeito ao princípio da isonomia. Em troca, recebeu o que todo concurso grande recebe: concorrência alta e interesse massivo. Nada de mágico — apenas administração pública minimamente funcional.
Em grupos de concurseiros, já começou o discurso torto: “ah, esse concurso está pouco concorrido”. Está mesmo — mas não pelo motivo certo.
Pouca concorrência aqui não significa oportunidade. Significa edital mal construído, risco jurídico e insegurança total para quem estuda. É o tipo de “vantagem” que costuma virar dor de cabeça.
Se você está de olho na Polícia Penal SP, o recado é direto:
Conclusão incômoda: quando Minas faz o básico e São Paulo inventa, o resultado aparece nos números — e no Diário Oficial.
Concurso bom não é o que parece fácil. É o que respeita a lei, tem previsibilidade e não vira manchete por erro básico.
RS Concursos • Quando o edital erra, a gente não passa pano.